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my cinnamon heart

bem-estar, mindfulness, minimalismo

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31
Dez20

O melhor de 2020

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Num ano atípico como foi o de 2020, temos uma oportunidade única para descobrir o que nos faz felizes.

Se nos perguntarem que palavras associariamos a 2020, acredito que "pandemia", "covid", "vírus", "isolamento" e "doença" seriam as principais.

Mas, num ano pautado por estas palavras, se recordares os dias mais felizes, o que surge em primeiro lugar? Serão objetos, eventos, pessoas, lugares, oportunidades ou outra coisa ainda? Afinal o que faz mais diferença na vida de cada um? O que consegue fazer feliz alguém que está a atravessar um mau momento?

 

Estas foram as coisas de que me lembrei de 2020 e me fizeram feliz:

1 - Fui ao baptizado de uma menina muito especial, que vence todos os desafios que têm aparecido na vida dela, desde o dia em que nasceu. Recordar esse dia, faz-me acreditar que os milagres ainda existem.

2 - Enquanto o vírus chegava ao Norte e nós ainda ser ter noção disso, assisti à digressão "The Simon & Garfunkel Story", em Lisboa. Mas acredito que todos nós naquela sala, em poucos minutos, viajámos no tempo e no espaço. Foi uma noite inesquecível!

3 - No decorrer de um relacionamento com mais de 10 anos (e dois cães), num momento mágico, ao som de "All of Me" de John Legend, fiquei noiva ao pôr-do-sol

4 - Descobri, ainda antes da pandemia, que consigo sobreviver a uma aula de karate (!). Nunca uma pessoa deve ter sido tão descoordenada como eu naquela hora, mas saí de sorriso nos lábios e a acreditar que será possível regressar. Com a pandemia, voltei a dedicar algum do meu tempo livre, ao geocaching.

5 - Caminhar na praia, com o Luís e os cães. Pode ser no Inverno ou no Verão, o importante é a proximidade com o mar e a tranquilidade que estes momentos me dão.

praia.jpg

6 - Redecorei uma divisão inteira de minha casa. Pela primeira vez, lixei, pintei móveis (e roupa) e envernizei. Um quarto escuro foi ficando assim:

foto quarto mar.jpg

7 - Comecei a fazer parte de um Projecto de Investigação na Faculdade onde estudo. Alguns meses depois, comecei a fazer Estágio numa Farmácia, onde estou a adorar aprender com todos os meus colegas. Assumi, na entrevista, ter Esclerose Múltipla, consciente de todos os inconvenientes que daí poderiam surgir - incluindo não ser considerada para o lugar. Até receber a chamada telefónica, duvidei da minha decisão... mas, aprendi uma coisa muito importante, só assim conhecemos as pessoas com quem queremos realmente trabalhar!

8 - Comecei a fazer aconselhamento nutricional via zoom, para os amigos e interessados em perder bastante peso. Esta é uma área que continua a interessar-me bastante e, depois do sucesso com um familiar que perdeu 40 quilos com a minha ajuda, quis perceber se conseguia ajudar mais pessoas e ganhar alguma prática nesta área.

 

Estas foram os momentos que me marcaram mais em 2020. Quando me lembro dos dias mais felizes, não me ocorrem coisas ou objectos. Penso em pessoas, desafios a que me propus e momentos especiais.

 

E, é por isso que, cada vez mais, o minimalismo faz sentido na minha vida!

 

Que 2021 nos traga ainda mais oportunidades de nos conhecermos e de descobrirmos o que nos faz feliz!

 

 

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17
Dez20

Destralhar 3 coisas por dia

Há uns anos atrás conheci o blogue da Cristina, o Destralhar, e foi aí que descobri o projeto dela: "Destralhar, pelo menos, 3 objectos por dia" que depois adaptou a "Destralhar 3 vezes por dia"

Lembro-me que, na altura, a Cristina partilhava, com o leitor, os objectos que ia destralhando, as dificuldades que iam surgindo e as soluções que encontrava. E foi uma das grandes inspirações para mim neste percurso.
 
No início, tinha um quarto caótico e achei que destralhar 3 objectos por dia ia fazer pouca diferença mas, pensando melhor, no final do mês seriam, pelo menos, 90 coisas a menos! Para além disso, o desafio tinha outras vantagens:
 
  • Incentivar a destralhar, mesmo quando parece não haver tempo para destralhar/arrumar a casa. Afinal agarrar em 3 coisas não demora assim tanto tempo. Basta uns 3 minutos por dia para termos quase 100 coisas a menos no final do mês!
  • Comprar de forma consciente. Quando se começa a destralhar, é impossível não começar a refletir mais no momento da compra surgindo, de forma natural, a questão "Será que preciso mesmo disto?"

 

Então venho propor, até dia 1 de Janeiro de 2021, destralharem 3 coisas por dia.

Entraremos em 2021 com menos 42 coisas em casa!

 

P.S.: Eu, com um pouquinho mais, pois comecei ontem e destralhei logo 5 coisas. Estou curiosa para ver o total pelo final de Dezembro. Visita a página do facebook Cinnamon Heart Blog, vê as fotos que, diariamente, vou colocando, e partilha também o que tens destralhado!

 

 

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30
Nov20

Método Vesúvio - As categorias e as caixas

Quando comecei a aplicar o Método Vesúvio, comecei pela casa-de-banho, por ser a divisão mais pequena que tinha para arrumar. Acabou por ser um desafio bastante fácil, conquistado em dois ou três dias.
 
Estes primeiros passos que dei, a destralhar, ainda aconteceram quando vivia com os meus pais então, quando terminei a minha casa-de-banho, sabia que só faltava o meu quarto para arrumar, um espaço muito maior e que representava muitos mais desafios.
 
No livro Winning the Clutter War, um dos primeiros que li sobre destralhar/arrumar, encontrei uma abordagem diferente para espaços maiores.
 
Numa divisão muito desarrumada, um  dos problemas iniciais é não existirem sítios específicos para cada coisa. E o Método Vesúvio foca-se nisso mesmo: separar e arrumar os artigos por categoria. Então, temos de começar por arranjar caixas.
 
Na altura, pedi caixas num supermercado, mas também podem usar os sacos enormes dos supermercados, que resulta na mesma.
 
1º passo -  Marcar, com letras grandes, todas as caixas, ou sacos, com o tipo de artigo que vão lá pôr, usando uma etiqueta ou papel com fita-cola. Por exemplo, quando fiz isto pela primeira vez, criei as seguintes categorias:
  • Roupa
  • Acessórios
  • Livros
  • Fotos
  • Papéis
  • Documentos importantes
  • Artigos de Papelaria (clips, elásticos, tesoura, canetas, agrafador, etc.)
  • Saco para o Lixo/Reciclagem

2º passo - Colocar, rapidamente, todos os artigos na caixa/saco correspondente, sem o cuidado de analisar cada um. No caso dos papéis, poderão haver várias caixas para estes, segundo, por exemplo, o tema.
Nota: Se surgir um artigo que rapidamente percebemos que é para deitar fora, força! Mas não percam tempo com decisões, isso será feito num passo posterior.
 
O objectivo do 2º passo é separar os artigos por categoria e armazená-los o mais rapidamente possível, deixando o chão, a mesa e outras superfícies limpas. Sempre que uma caixa/saco ficar cheio, deverá ser fechado e empilhado contra a parede, com a etiqueta da categoria virada para fora para podermos encontrá-la rapidamente.
 
3º passo - No final do dia, o saco do lixo e reciclagem seguem o seu caminho. As restantes caixas/sacos são guardados noutro quarto, na garagem ou arrecadação.
 
Muitas vezes, quando se tenta arrumar uma divisão, pelo final do dia ainda está mais caótica do que inicialmente. Para evitar que isso aconteça, divide-se a divisão em várias partes e trata-se apenas de uma parte de cada vez para assegurar que, pelo final do dia, essa parte estará completamente destralhada!
 
4º passo - Depois de toda a divisão tratada, os armários estarão vazios e podem decidir onde vai ficar cada categoria de objectos.
 
5º passo - Abre-se uma caixa/saco de cada vez e colocam-se os artigos no seu sítio - vai acontecer encontrarem artigos repetidos. Este é outro dos inconvenientes de ter muita tralha e ter tudo desarrumado. Acabamos por não saber onde temos as coisas ou nem nos lembramos que as temos e voltamos a comprar... esta é a altura para criar sacos para:
  • Oferecer
  • Dar a quem precise
  • Doar a instituições que façam mais sentido, de acordo com os artigos recolhidos

 

6º passo - A divisão está arrumada e é altura de passar a outra divisão da casa. Depois de toda a trabalheira, não vão voltar a olhar para as lojas da mesma forma, os hábitos de consumo mudam e vão começar a poupar, sem esforço porque no momento de compra, ganha-se consciência e reflectimos "Será que preciso mesmo disto?"

 

Boas arrumações!

 

 

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29
Nov20

Método Vesúvio - Armário Destralhado

Hoje venho mostrar outro exemplo de como o Método Vesúvio funciona, desta vez aplicado a um armário que tinha no meu quarto.

Quando tenho mais tempo livre, dedico-o a um desafio maior, neste caso foi um armário de 5 prateleiras, tão cheio que, sempre que o abria, tinha de o fazer com cuidado, não fosse qualquer coisa cair por ali abaixo!

O armário estava neste estado. Talvez vos possa parecer que a prateleira de cima tem menos coisas mas não se deixem enganar pelas aparências! Aqui vai a foto do "Antes":

Então como apliquei o Método Vesúvio?

1. Esvaziei todas as prateleiras

2. Limpei o pó com um pano de microfibras húmido

3. Deitei fora tudo aquilo de que já não precisava

4. Arrumei por categoria: os dossiers na prateleira de cima, o material de desenho na 2ª prateleira
 
5. As restantes coisas pertenciam a categorias que já tinham sido arrumadas noutros locais, então fiquei com este armário bem vazio!
 
Foto do "Depois":
 

Não sabe tão bem, depois de dedicarmos algum tempo a destralhar, obtermos resultados bem visíveis??

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28
Nov20

Destralhar Revistas

Há uns anos atrás, quando comecei a destralhar, apercebi-me que tinha uma tendência para acumular determinadas coisas...

Uma das coisas que mais acumulei ao longo de anos (!) foram revistas - imaginem a quantidade... Quando comecei a destralhá-las, fui-me apercebendo da quantidade de dinheiro que tinha gasto nelas e que já as comprava apenas por hábito. Não me apercebi em que momento ganhei esse vício mas descobri uma coisa muito curiosa ao destralhar as revistas, talvez porque o processo foi lento, porque queria guardar alguns artigos... Deu tempo para me aperceber da quantidade, do dinheiro, do espaço ocupado pelas revistas, tudo isso tornou-se muito real!

Desde então, nunca mais entrei numa papelaria, direccionada para determinada revista apenas pelo hábito. Nunca mais comprei uma revista num local onde não pudesse consultá-la antes. Nunca mais comprei uma revista, só porque sim.

Se compro uma revista, esta tem de ter vários temas que me interessam.

E o que aconteceu com as revistas, estendeu-se a tudo o resto. Se, no passado, ocupava horas livres no centro comercial às compras, agora nem consigo perceber essa opção! Tenho horas livres e vou enfiar-me num espaço fechado às compras só porque sim?!

 

Já passaram pelo mesmo? Tornaram-se menos consumistas, após destralharem roupa, revistas ou qualquer outra coisa? Partilhem as vossas experiências!

 

 

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26
Nov20

Recuperar até 2021

Vamos aproveitar as últimas semanas de 2020 para fazer uma maratona de hábitos saudáveis??

Já podem ver a lista da próxima semana e comprar o que falta em casa!

Esta semana vou....png

Vamos entrar em 2021 com o pé direito!

 

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28
Out20

Regresso aos Desafios Semanais

Em Setembro de 2019, comecei a escrever posts sobre um estilo de vida mais saudável que incluía alterações na alimentação que pus em prática para diminuir o nível de inflamação no organismo. Tinha muitas dores nas articulações devido à minha doença e foi através da alimentação que consegui livrar-me delas e de todos os medicamentos para controlar a dor!

Teve um grande impacto na minha vida pois passei da cama e sofá, devido às dores horríveis que tinha, a participar em caminhadas oficiais. A última que realizei foi de 5 km!

Estamos a viver uma fase muito difícil e precisamos de uma motivação extra para pormos em prática alguns objetivos. Sei que tenho algumas leitoras que gostariam de começar ou recomeçar, daí estar a fazer um apanhado daquilo que já tinha partilhado aqui.

 

Vamos começar por comer mais fibras! Onde as podes encontrar?

  • Na fruta: Maçã, Pera, Kiwi, Laranja, Manga, Papaia, Abacate, Ameixa (incluindo as ameixas secas) e Frutos Vermelhos
  • Nos vegetais: Ervilhas, Cenoura, Brócolos, Espinafres, Couves de Bruxelas
  • Nos frutos secos e sementes: Amêndoa, Noz, Pistácio, Coco ralado, Linhaça, Sementes de Chia, Sementes de Abóbora

 

Vamos (re)começar?

 

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24
Out20

Dizem que é para atrasar o relógio...

... mas, desta vez, altero é tudo o resto.

 

Dia 25 é suposto atrasarmos o relógio uma hora. Teremos mais uma hora para dormir mas, será que compensa?

Os dias escurecem mais cedo e, nestes últimos anos, talvez pela idade cada vez mais a tender para os -enta ou pela doença crónica, tenho sentido mais consequências destas mudanças de horário. Tenho tido tendência a ficar deprimida até chegar novamente o horário de Verão.

 

Há vários estudos que indicam que estas duas alterações de horário por ano têm, de facto, consequências na nossa saúde, como:

  • dores de cabeça intensas
  • alterações de humor
  • capacidade de alerta diminuído
  • maior risco de cancro (OMS - devido à constante exposição a luz artificial)

 

Decidi, desta vez, fazer diferente. O meu relógio não vai atrasar. Vou continuar a comer às mesmas horas, a levantar-me e a deitar-me às mesmas horas. Vou mudar os horários na agenda para não me esquecer que o resto do mundo terá um horário diferente que o meu e espero não deixar nada pendurado...

 

Talvez no início seja uma trapalhada mas depois conto como está a correr esta experiência

 

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05
Out20

A catástrofe na ansiedade

A pandemia atual, para além de todos os efeitos que causou, teve também impacto na saúde mental.

Quando somos submetidos a níveis elevados de stress, a ansiedade pode aumentar e, desde que a pandemia começou, sei que há muito mais pessoas a queixarem-se de perturbações no sono. Li vários relatos de pessoas que acordam com o coração aos saltos e outros episódios que, no fundo, não passam de sintomas de ansiedade...

 

As pessoas mais ansiosas sofrem por antecipação. Por exemplo, há quem não goste de falar em público e, nos dias anteriores, comece a imaginar que a apresentação vai correr mal, não se vai lembrar do que planeou dizer ou não vai corresponder às expectativas do público, que a voz ou as pernas vão tremer... No limite, vai ser uma catástrofe. Imagina-se o pior.

 

Eu, por exemplo, sou claustrofóbica. Fazer uma ressonância magnética em máquina fechada é uma tortura para mim. Para outros, não tem problema nenhum, até adormecem durante o exame. Eu, por muito que tente racionalizar, que saiba que todos aqueles barulhos durante o funcionamento da máquina são normais, não consigo evitar imaginá-la a quebrar-se toda sobre mim e ficar lá presa.

 

Mas a meditação ajuda-me imenso! Por isso, se te tens sentido mais ansioso, experimenta meditar. São poucos minutos e o resultado é muito bom, alivia imenso!

 

Há poucos dias, enquanto ouvia uma meditação guiada, conheci o seguinte conto:

"Numa aldeia, um camponês quando acordou, apercebeu-se que o seu cavalo tinha desaparecido e os seus vizinhos ao saberem do desaparecimento do cavalo disseram-lhe que ele tinha tido muito azar. Mas o camponês apenas respondeu - Talvez...

No dia seguinte, o cavalo apareceu e consigo vierem dois cavalos selvagens. Os vizinhos ficaram felizes e disseram-lhe que tinha tido muita sorte. Mas o camponês apenas respondeu - Talvez...

Uns dias mais tarde, o filho do camponês tentou domar um dos cavalos selvagens e montá-lo. Mas o cavalo atirou-o ao chão e o filho do camponês ficou para sempre manco devido à queda. Os vizinhos lamentaram o sucedido, disseram-lhe que tinha tido muito azar. Mas o camponês apenas respondeu - Talvez...

Umas semanas mais tarde, na aldeia apareceram tropas para recrutar todos os jovens de saúde pois iria começar uma guerra. Quando conheceram o filho do camponês viram que era manco e disseram-lhe que ele não seria alistado. Os vizinhos disseram ao camponês que ele tinha tido imensa sorte. E o camponês respondeu - Talvez..."

 

Entretanto encontrei na internet formas semelhantes de contar esta mesma história mas todas elas transmitem a mesma mensagem:

Quando nos acontece algo, definimos imediatamente se isso foi bom ou mau, se tivémos sorte ou azar. Mas nós não conhecemos o futuro, o contexto pode mudar e aquilo que pensámos previamente ter sido bom ou mau, também se pode alterar.

Então tudo é relativo. Podemos ter falhado uma entrevista para depois conseguir um lugar num local ainda melhor. Uma relação pode acabar e parecer o fim do mundo mas isso poderá ser uma oportunidade para conhecer alguém especial. Até uma pessoa que fique desempregada pode tentar desafiar-se a encontrar um novo caminho que a deixe mais feliz. Quantas pessoas não criaram o seu pequeno negócio numa destas situações?

 

Depois de ter ouvido este conto, assim que me apercebo que estou a sofrer por antecipação, a imaginar uma catástrofe, tento relativizar... Nunca é tão mau como imaginei e, afinal, mesmo que corra mal, até poderá vir a revelar-se numa coisa boa, ou numa nova oportunidade, mais tarde.

 

 

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25
Set20

Uma conversa à volta do tema 'Medicinas Alternativas'

Ontem participei na Science Camp sobre Medicinas Alternativas.

Resumidamente, a Science Camp consiste na apresentação de um tema por um especialista da área, seguido de uma discussão entre os inscritos que terão de apresentar argumentos a favor ou contra determinada frase. Ontem a apresentação foi feita pela Dra. Joana Almeida, socióloga e doutorada na área das Medicinas Alternativas.

A frase que recebemos para comentar foi:

"O efeito placebo justifica a comparticipação dos medicamentos homeopáticos pelo Estado"

 

pelo que, como poderão imaginar, deu pano para mangas!

 

Na parte final, apresentámos os argumentos a favor e contra. Entre os "contra" surgiram, por exemplo:

- O efeito placebo não é suficiente para comprovar a eficácia dos medicamentos homeopáticos. E mesmo que o efeito placebo resulte num maior bem-estar psicológico, os medicamentos tradicionais também provocam um efeito placebo.

- O Estado não consegue contribuir suficientemente para a medicina tradicional, pelo que o apoio à Homeopatia resultaria num encargo económico acrescido, nomeadamente para todos os contribuintes.

- A segurança destes "medicamentos" não está assegurada. Poderão ocorrer efeitos secundários ou inibição de medicamentos que o doente esteja a tomar.

 

Mas, apesar da Homeopatia ser tão controversa, existem outras Medicinas Alternativas mais aceites pela comunidade médica como a Acupuntura e a Osteopatia.

Mesmo o Reiki já é utilizado no Hospital de São João no Porto e no IPO do Porto e de Lisboa, através de voluntários que o fazem em doentes oncológicos.

 

Surgiu ainda a questão da população estar cada vez mais envelhecida e o impacto que a dor crónica tem, no dia-a-dia, de um doente. Fiquei a saber que procurar solução na alimentação, o caminho que eu escolhi e que tem tido sucesso (já não tomo qualquer medicamento para a dor) também é considerada medicina alternativa. Além de mim, outros participantes mais novos (na casa dos 20's) partilharam como tinham conseguido através da alimentação deixar de sentir dor crónica.

Daí surgiu a questão: se resulta, por que razão este processo não é acompanhado pelo médico e temos de ser nós, sozinhos, a procurar informação e decidir quais são as melhores opções? Quantas pessoas não estarão a sofrer dor crónica, a procurar solução apenas nos medicamentos por não conhecerem o efeito, bom ou nocivo, que os alimentos têm no organismo?

 

A vontade que sempre tive de ir partilhando o caminho que vou fazendo, o que resulta ou não, cresceu ainda mais. 

Já são várias as pessoas que vão perguntando... mas o que fizeste? Em que consiste? O que deixaste de comer?

Acima de tudo, consiste em ouvir os sinais que o nosso corpo nos vai dando. Por exemplo, basta ser fumadora passiva para começar a sentir dor nas articulações dos meus dedos, pelo que evito locais onde vejo pessoas a fumar. Se bebo menos água, ou como qualquer coisa com glúten, os meus intestinos dão logo sinal. É preciso é estar atento e refletir "Que comi hoje diferente que possa estar a causar isto?"

 

Se é a primeira vez que me lês, poderás encontrar no separador "Desafios Semanais" algumas sugestões para uma vida mais saudável.

Para os que já seguiam os desafios, eles irão voltar em breve!

 

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